Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

E de repente, já nos 30...



Quinta-feira, 17.03.11

Acho que o meu post sobre o problema nuclear no Japão...

... foi um pouco mal interpretado. Talvez tal tenha sucedido porque eu fui muito pouco clara e ainda cometi um erro de semântica.

 

Eu adoro o Japão! Adoro a cultura Japonesa e costumo dizer aos meus amigos que, numa vida passada, vivi lá e fui samurai, tal é o meu fascínio!

 

Acho que a reacção da população japonesa, a esta tragédia, é extraordinária e que a preparação, das estruturas do país, para resistir a estes fenómenos, fantástical.

 

Mas a minha questão é exactamente essa! Se um país tão cuidadoso não consegue proteger reactores nucleares de terramotos fortíssimos, o que diremos do resto do mundo, que também os tem? Não estou a condenar o Japão, mas todo o mundo.

 

O que me leva a outra questão, que é se devemos ter este tipo de estruturas mortiferas, enquanto não as conseguirmos controlar?

 

E para os que dizem que é o preço do avanço da ciência, eu pergunto se não será melhor avançar mais lentamente, ser menos arrogante e perceber que avançar não é compatível com a destruição do nosso planeta?

 

Nós não podemos impedir o nosso planeta de produzir terramotos, nove na escala de Ritcher ou ainda mais fortes, mas podemos escolher não construir (ou desactivar) estruturas que, em caso de atingidas por tais terramotos, são mortíferas para a vida.

 

Se este acidente nuclear não tivesse ocorrido, o Japão recuperaria com uma facilidade muito maior do que qualquer outro país do mundo mas assim vai ter repercussões ambientais, financeiras e humanas muito maiores.

 

Se isto fosse um filme, e estivessemos a ver um enredo deste género, estaríamos a pensar, como é que é possível esta gente brincar com algo tão perigoso e que não consegue controlar?

 

Enfim... Entretanto estamos todos muito felizes por vivermos tão longe do Japão, não estamos?

 

(Em Espanha existem uns oito reactores nucleares , um deles mesmo pertinho da nossa fronteira.)

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Sayuri às 22:03


1 comentário

De Strategos a 18.03.2011 às 16:29

Os reactores nucleares em causa são de modelos antigos, quase no fim de vida. Além disso, houve um conjunto de situações muito particulares (não só o terramoto) que impediu que a situação chegasse a este ponto. Num planeta com recursos fósseis cada vez mais escassos, o nuclear oferece uma alternativa barata e, proporcionalmente, segura. O único problema é, claro, quando a coisa corre mal:) É importante esclarecer que os reactores nucleares usados nas centrais NÃO são bombas nucleares, como várias pessoas têm presumido, apressando-se a falar em guerra e em coisas parvas que não fazem sentido neste contexto.
Há que lembrar que os reactores nucleares são, enquanto funcionam, uma tecnologia "limpa", sem danos para o ambiente. Quando o combustível nuclear se esgota, claro, ficamos com umas barras radioactivas que convém meter em algum lado, mas por exemplo no norte da Europa já arranjaram uma soliução, fazendo sarcófagos em pedra a uns valentes metros da superfície. E para quem por aí se preocupa muito com radiação, é melhor não viver em Trás-Os-Montes então, não? Ou não viajar de avião, ou muito importante também, se bem com uma radiação diferente, deixar de andar a torrar ao sol na praia no verão...
Toda a tecnologia tem riscos. Mas viver sem ela hoje não é possível. Desativar as centrais nucleares implica gastar mais combustível fóssil em centrais térmicas, subir o preço do petróleo, e logo da gasolina, da comida,... Etc.
Somos filhos do mundo que criámos, e ninguém quer ficar sem eletricidade para ligar o seu computador...:)
Quanto aos sismos, milhões de pessoas vão ser arrasadas na área de L.A. e S. Francisco quando "The Big One", o sismo que inevitavelmente se dará na Falha de Sto. André, destruir aquilo tudo. Faria sentido evacuar a área? SIm. Vai acontecer? Não.
Welcome to humanity (propositadamente com "h" pequeno)

Comentar post




Pesquisar

Pesquisar no Blog  

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

calendário

Março 2011

D S T Q Q S S
12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031