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E de repente, já nos 30...



Quarta-feira, 24.11.10

É preciso MUDAR, nada disto é mudar, é só mais do mesmo...

Vejamos, despedir cerca de 25 mil trabalhadores públicos, diminuir o ordenado mínimo, diminuir beneficios sociais, aumentar impostos e pagar, o dinheirinho emprestado, a juros astronómicos.

 

A ajuda europeia e o FMI são uns fofos, tudo o que um país pode desejar. Os irlandeses devem estar aos pulinhos de contentes. É assim uma espécie de politica de terra queimada, uma «justiça» cega que atinge apenas os mais fracos. Um exemplo perfeito do funcionamento do nosso mundo no geral e algo que não desejo para o nosso país.

 

Existe uma espécie de ideia do sacrificio para um bem maior, o sacrificio do individuo para salvar a sociedade mas não é bem isso que acontece, é mais o sacrificio dos individuos mais pobres e fracos para manter o nível de vida e de ganância dos ricos e poderosos.

 

Estas políticas resolvem o momento, causando muito sofrimento a alguns, mas não resolvem o problema e por isso ele retorna ciclicamente, porque não se muda o que é importante, não se mudam os ideais. 

 

 

 

E muitas diferenças juntas desequilibram a balança e mudam o mundo...

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Sayuri às 18:35


3 comentários

De Strategos a 25.11.2010 às 19:10

O problema aqui não é se gostamos das medidas, mas se elas são necessárias ou não.
Quando o presidente do BCE diz que para MANTER o Estado Social na Europa as economias tÊm que crescer 2% é mais que patente que não temos dinheiro para manter as condições actuais. Mas não temos nós como não têm os outros. Em Portugal, a Segurança Social tem fundos para garantir as pensões até 2030. O SNS desde 2003 que não tem dinheiro e pede empréstimos todos os dias. QUer se goste quer não, vai chegar uma altura em que a escolha será ou se reduz drasticamente o Estado Social ou se aumentar brutalmente os impostos. E note-se que em Portugal há 5.5 milhões de trabalhadores, mas 5 milhões a receber subsídios do Estado (directa ou indirectamente). E não, eliminar a evasão fiscal e cobrar mais impostos aos "ricos" não funciona, a Suécia tem taxas de evsão fiscal muito baixas e impostos cavalares e estão a estudar reduzir os serviços oferecidos no SNS deles. O mesmo faz a Nova Zelândia. A questão é estructural, não ocasional.
E a questão é mesmo esta: Não adiante dizerq ue não se gosta. A questão é se se podem mantar as coisas como estão. E isso, infelizmente, não é possível...

Beijo

De Sayuri a 26.11.2010 às 00:52

As medidas são necessárias tal como são necessários cuidados médicos quando alguém, fica gravemente doente, por passar anos a abusar do seu corpo.

Toma-se os medicamentos e fica-se mais ou menos durante mais um tempo.

Mas os maus hábitos mantêm-se. O que é que acontece?

Dali a um tempo está-se no médico outra vez, a fazer dietas e a tomar medicamentos.

Esse é o problema, o mal é estrutural e os remédios são só remendos, que se aplicam regularmente. Infelizmente acho que só vamos mudar quando a doença for de gravidade extrema.
Beijo (gosto sempre de trocar opiniões contigo :) )

De Strategos a 26.11.2010 às 20:00

De facto a característica típica neste país é nunca fazer nada até não haver mesmo nenhuma outra opção (é tão simples manter uma ilusão de que as coisas estão bem em vez de parar e pensar nos problemas e como os resolver). O país vive, de há 15 anos para cá, acima das suas possibilidades. Toda a gente acha que tem "direito" a carro, casa, férias não sei onde, telemóvel de última geração e portátil (magalhães ou não), e isto independentemente da qualidade do seu trabalho, da sua especificidade e daquilo que ganha (que será SEMPRE inferior aquilo que a pessoa acha que merece, curiosamente...).
Sim, concordo, temos um problema de hábitos, uma doença crónica complicada.
O problema é como é que se vai mudar isso.
Como muito bem dizes, creio que vamos ter uma resolução gravosa no limite.
Do tipo "minhas senhoras e meus senhores, o SNS vai fechar e as reformas não se vão pagar porque... Não há dinheiro. Para se resolver isto vamos no futuro tomar umas medidas drásticas, mas por enquanto vamos fechar as portas"...
Temos que ver se aprendemos alguma coisa...

Beijo (Likewise:) )

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