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E de repente, já nos 30...



Segunda-feira, 13.07.09

Ah, o trabalho...

 

 

 

Durante alguns anos o trabalho foi para mim uma fonte de stress, nervos, irritação, dores de cabeça e ansiedade, mas também de animação, motivação e paixão.

 

Para mim o trabalho não é apenas uma forma de ganhar dinheiro, é uma forma de evolução pessoal, e dou o meu melhor, tento sempre que o sucesso aumente e que tudo funcione perfeitamente.

 

Sei que o trabalho que temos num determinado momento é o perfeito para nós nesse momento, é exactamente o que precisamos para evoluir, mesmo que não seja o nosso sonho, mesmo que tenhamos problemas com chefes ou colegas (ou ambos), mesmo que pareça que somos pouco aptos para o desempenhar, etc.

 

Também sei que os problemas que temos num trabalho vão connosco para o próximo, e para o outro, e para o outro e por aí adiante, foi assim comigo e é assim com todos nós.

Temos que os resolver, que os perceber, e depois.... e depois eles não desaparecem, simplesmente deixam de ser problemas.

 

 

Podia dar-vos muitos exemplos que aconteceram comigo, um deles é que sempre me deparei no emprego com pessoas que vêem o trabalho como um frete, como algo em que se deve fazer o mínimo, como um intervalo (longo e com muitos anúncios chatos) na vida real delas, uma infelicidade necessária porque ainda não lhes saiu o euromilhões.

 

Durante muito tempo estas pessoas levaram-me aos arames, à loucura, à insanidade  mesmo, elas estavam presentes em todo lado, multiplicavam-se, procriavam, eram de todas as idades, de ambos os sexos, todas as raças, todos os tamanhos, enfim, estavam em todo o lado.

 

Até que entendi, elas irritavam-me porque eu as considerava um empecilho à concretização dos MEUS desejos, obrigavam-me a trabalhar que nem louca porque EU queria ter um sucesso que elas não almejavam.

Ao trabalhar em equipa é impossível realizar o nosso trabalho e o de mais 4 ou 5 pessoas, o que levava a menos eficiência e sucesso no trabalho total (o que para elas era totalmente indiferente e para MIM o desvario total).

 

Passei a fazer o melhor que posso e a aceitar os outros como são, não têm que ter os meus sonhos ou objectivos, isto não quer dizer que não queira o sucesso, quer apenas dizer que ele depende apenas de mim, se der o meu melhor sem criticar os outros, chegará uma altura em que só trabalharei com pessoas tão motivadas como eu (ou talvez eu as veja assim).

 

A verdade é que desde que percebi isto consigo realizar melhor o meu trabalho, as pessoas não mudaram, mudei eu e como não desperdiço energia com raivas, ressentimentos ou má lingua acho que me tornei mais centrada e leve no trabalho.

 

 

Tenho aprendido outras coisas mas fica para outro post que este mais parece um testamento.

 

 

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Sayuri às 23:05


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