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E de repente, já nos 30...



Terça-feira, 25.08.09

Aceitação

 

Rendição... Entregar... Aceitar... Parar de lutar... Ir com a corrente... Mas nunca desistir!

 

Parece contraditório, não é?

 

Mas é a única solução, não há outra.

 

Significa que temos que aceitar plenamente o que acontece na nossa vida no momento, abandonar todos os «se», porque não há «ses» na vida, há o que é!

Muitas vezes o que é destrói irreversivelmente um sonho, o que planeamos para a nossa vida, tudo o que achamos que é a nossa esperança de felicidade, mas é a única coisa que temos. 

É essencial parar de lutar contra a corrente, tentando chegar a uma margem inalcançável, e deixar a corrente levar-nos mantendo a cabeça fora da água para respirar e para ver aonde ela nos leva... a uma nova margem, diferente daquela com que havíamos sonhado. mas a margem que realmente é para nós.

 

Quanto mais resistimos mais difícil se torna a nossa viagem, vamos escapando ao afogamento, mas vamos ficando muito cansados, exaustos, gelados e mais tarde ou mais cedo cedemos e depois de tanta resistência, muitas vezes não chegamos à margem que estávamos destinados porque os danos causados por tanta luta (doenças) são demasiados.

 

Isto não é fácil, não digo que o consiga fazer sempre e não digo que muitas vezes quando o faço não sou assaltada pela angústia e revolta, mas a vida tem um plano para nós - transformar as características negativas que resolvemos ultrapassar nesta encarnação.

 

Não quero dizer que não devemos lutar, claro que sim. Mas quando a nossa luta acaba sempre na mesma derrota, quando os problemas se seguem uns aos outros, quando estamos exaustos de tanto lutar, quando as doenças se acumulam, quando a infelicidade é constante, é porque estamos a travar a luta errada.

 

É fácil ver isto em casos extremos, quantos de nós admiramos pessoas que têm acidentes profundamente limitadores e que acabam por realizar coisas fantásticas e por parecer verdadeiramente felizes? De certeza que essas pessoas de revoltaram, fizeram o luto dos seus sonhos antigos e sofreram, mas depois aceitaram a sua situação totalmente e lutaram para realizar novos sonhos. Não disseram: «Se eu não tivesse (...) fazia x, era feliz, arranjava trabalho, namorado, passeava, etc».

 

Não quero dizer que se pesarmos 200kg ou se formos viciados em drogas nos deixemos estar como estamos (porque é um suicídio lento), mas temos que aceitar que é, o que somos no momento e que dificilmente teremos o tal corpo de sonho ou recuperaremos as oportunidades desperdiçadas nos últimos dez anos, temos que criar novos sonhos porque é o não aceitarmos a impossibilidade da realização de um sonho ou desejo antigo que perpetua o sofrimento e nos impede de vivermos o melhor possível no momento.

 

Enfim... não sei se me expliquei lá muito bem mas é que este tema «perseguiu-me» hoje... ai, ai, mais um post hiper super longo...I'm no good...

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por Sayuri às 23:02



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