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E de repente, já nos 30...



Domingo, 18.11.12

Em jeito de resposta amigável...

... a um comentário sobre o post sobre a minha vontade de fazer greve.

 

Espero estar errada mas, desde há uns meses para cá, considero que as medidas de austeridade, da forma como estão a a ser levadas a cabo vão arruinar o país e em nada nos vão ajudar a pagar a quem devemos, pelo contrário. Receio que estaremos a decretar bancarrota daqui a uns tempos apesar de todos os sacrificios.

 

Na minha opinião Portugal devia ter medidas de austeridade exequíveis, que não destruam o país e deve juntar-se aos outros países com o mesmo problema para pedirem, todos juntos e a uma só voz, mais tempo. Não é do interesse dos nossos credores que lhes deixemos de pagar e, considero, que será esse o resultado das medidas do governo.

 

No entretanto disto tudo, enquanto se tomam as medidas certas ou erradas há quem fique no caminho, há quem vivesse um nadinha acima da pobreza e que nela cairá...

 

E é por isto que gostaria que este governo fosse obrigado a demitir-se e tal só aconteceria se o maioria saísse à rua mas sei que isso não vai acontecer.

 

Desejoo que todos aqueles que estão à espera para ver e que acreditam que este é o caminho estejam certos mas eu não acredito.

 

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por Sayuri às 23:51


3 comentários

De Strategos a 30.11.2012 às 12:27

Não creio que esta política de austeridade resolva a situação. Provavelmente vai inclusive agravá-la. A questão é que, havendo um acordo assinado, não há hipótese a cumpri-lo. Porque a alternativa (por exemplo com o Governo a cair e a não se cumprir o acordo feito) significaria efectivamente um choque económico com bancarrota imediata. Cumprir o programa actual representa agravamento significativo da situação económica, mas não representa bancarrota. O Estado tem dinheiro para pagar salários. Para pagar pensões. Para manter hospitais abertos. Em bancarrota nada disso aconteceria.

Não, não acho que o programa seja a solução. Acho que se devia passar um pouco de tempo a ler "The General Theory of Employment, Interest and Money" para aquilo que me pareceria mais adequado. Mas ele está aí, e não o cumprir seria, neste momento, pior que cumpri-lo.

Haveria sempre pessoas que iam cair na pobreza. Isto porque grande parte das pessoas gastava dinheiro que não tinha e agora têm que se ajustar, e porque o Estado Social actual não é sustentável sem o contributo substancial de quem trabalha. Assim, quem trabalha neste momento recebe menos porque lhe pagam menos E recebe menos porque tem que contribuir mais para manter o Estado Social. São dois problemas, que são sinérgicos. E o resultado sim, é a pobreza para algumas pessoas. Mas é importante perceber que sempre foi esta a ideia do plano de ajustamento, desde o primeiro relatório (é fácil de perceber lendo-os). É a versão de uma desvalorização da moeda (e logo diminuição do poder de compra = menos capacidade de comprar coisas=pobreza) num ambiente económico com uma moeda única. Logo, o programa resultou para o que queria. A ideia inicial é que estava desajustada...

Beijo

De Sayuri a 02.12.2012 às 22:46

Respeito a tua opinião, obviamente, mas gostaria de ter outra pessoa à frente do nosso país, que tentasse de todas as formas e mais algumas proteger o seu povo.

O Passos Coelho faz tudo isto porque acredita que empobrecer os portugueses (alguns!) é o caminho e por isso nunca nos vai tentar defender e vai ser sempre subserviente em relação a certos poderes europeus.

Enfim, acho que ele vai cumprir o mandato, acho que Portugal vai persistir, ultrapassar isto (Portugal, não todos os portugueses) e sair mais forte mas tal acontecerá sempre de uma forma que eu considero errada e tendo o nosso 1º ministro uma postura que me enerva até não poder mais.

Beijinhos

De Strategos a 04.12.2012 às 13:58

Não sou economista, pelo que esta é apenas uma opinião. E a descrever uma, gosto de apresentar factos que a sustentem e alternativas viáveis para o que defendo. Ao contrário de muitas que por aí se ouvem...

Uma coisa que gosto na tua personalidade (avaliação baseada no que vais escrevendo) é, para além da inteligência para perceber as coisas, ter a abertura de espírito para as discutir do ponto de vista abstracto, sem conotações ideológicas e sem usar os "casos particulares" para defender pontos em todos os casos,,, Saúdo essa postura:)

Não sei se o PM acredita nisso ou simplesmente não tem alternativa agora, pelo menos até o final do pacto...

Mas sim, acho que chega ao fim do mandato, e espero mesmo que o faça. Uma nova Grécia não ajudava ninguém, começava a tornar-se mais viável correr com os dois do que estar a ajudar ao nível do que tem sido feito lá...

Beijo

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